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Investimentos

Diversificação: por que não colocar todos os ovos na mesma cesta

Distribuir os recursos entre diferentes classes de ativos reduz riscos sem necessariamente abrir mão de retorno. Entenda como diversificar bem.

Raimundo Padilha12 de maio de 20265 min de leitura
Imagem de capa: Diversificação: por que não colocar todos os ovos na mesma cesta

Diversificar é distribuir os investimentos entre ativos com comportamentos diferentes, de modo que o desempenho ruim de um seja compensado pelo bom desempenho de outro. É um dos poucos almoços grátis das finanças: bem feita, a diversificação reduz o risco da carteira sem exigir, na mesma proporção, abrir mão de retorno. A primeira camada é diversificar entre classes de ativos: renda fixa, ações, fundos imobiliários e, eventualmente, exposição ao exterior. Cada classe reage de forma distinta aos ciclos econômicos. Quando os juros sobem, a renda fixa pós-fixada brilha; quando a economia aquece, a renda variável tende a se beneficiar. A segunda camada é diversificar dentro de cada classe. Em ações, isso significa não concentrar tudo em uma única empresa ou setor. Em renda fixa, significa variar emissores, prazos e indexadores. O objetivo é evitar que um único evento — uma crise setorial, o calote de um emissor — comprometa boa parte do patrimônio. Diversificação não é o mesmo que pulverização. Espalhar recursos por dezenas de produtos parecidos não reduz risco e ainda dificulta o acompanhamento. O ponto de equilíbrio é uma carteira coerente com os seus objetivos e o seu perfil de risco, revisada periodicamente para manter as proporções planejadas.